sábado, 15 de janeiro de 2011

SiNtEse aDiTiVA

Um sistema de cor aditivo implica que se emita luz directamente de uma fonte de iluminação de algum tipo. O processo de reprodução aditiva normalmente utiliza luz vermelha, verde e azul para produzir o resto de cores. Combinando um destas cores primárias com outro em proporções iguais produz as cores aditivos secundários: cian, magenta e amarelo. Combinando as três cores primários de luz com as mesmas intensidades, produz-se o alvo. Variando a intensidade da cada luz de cor finalmente deixa ver o espectro completo destas três luzes.
As televisões e os monitores de computador são as aplicações práticas mais comuns da síntese aditiva.
James Clerk Maxwell tem o mérito de ser o pai da síntese aditiva. Fez que o fotógrafo Thomas Sutton fotografasse uma estampado escocês três vezes, a cada vez com um filtro de cor diferente sobre a lente. As três imagens foram projectadas em um ecrã com três proyectores diferentes, a cada um equipado com o mesmo filtro de cor utilizado para tomar as imagens. Ao unir os três focos formou uma imagem a todo a cor, deste modo demonstrando os princípios da síntese de cor.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

MIa cUrIoSiDaDEs (LAB)

Lab é o nome abreviado de dois espaços de cor diferentes. O mais conhecido é CIELAB (estritamente CIE 1976 L*a*b*) e o outro é Hunter Lab (estritamente, Hunter L, a, b). Lab é uma abreviação informal, e pode confundir-se com um ou outro espaço de cor. Os espaços de cor estão relacionados em intenção e propósito, mas são diferentes.
Ambos os espaços são derivados do espaço "mestre" CIE 1931 XYZ. No entanto, CIELAB calcula-se usando raízes cúbicas, e Hunter Lab calcula-se usando raízes quadradas.Recomenda-se utilizar CIELAB pára novas aplicações, excepto onde os dados se devam comparar com valores Hunter L,a,b existentes.
O propósito de ambos espaços é produzir um espaço de cor que seja mais "perceptivamente linear" do que outros espaços de cor. Perceptivamente linear significa que uma mudança da mesma quantidade em um valor de cor deve produzir uma mudança quase da mesma importância visual. O anterior pode melhorar a reproducão de tons quando se armazenam cores em valores de precisão limitada. Ambos espaços Lab estão relacionados com o ponto-branco dos dados XYZ desde onde foram convertidos. Os valores Lab não definem cores absolutos a não ser que se especifique o ponto-branco. Na prática, muitas vezes assume-se que o ponto-branco segue um regular e não se estabelece explicitamente (por exemplo, todo os valores Lab ICC são relativos ao iluminante D50 do regular CIE).

Vantagens de LAB

Comparado com o RGB e CMIK, é mais rápido fazer correcções eficientes de cor em Lab. O facto é que a luminosidade é completamente degradada nos canais A e B faz que seja bem mais sensível a erros.
Ainda que o número de valores numéricos possíveis pela cada pixel é menor em Lab que em RGB ou CMYK, é possível referir uma quantidade superior de cores no sistema Lab mas cores que não podem ser descritos com RGB ou CMYK senão também são cores que não aparecem em absoluto no mundo real. Em alguns casos este acesso a cores imaginarias é de utilidade quando se geram manipulações de imagem de grande quantidade de passos.
Seria natural assumir que um perde informação convertendo uma imagem entre Lab e qualquer outro espaço de cor. De qualquer jeito, de acordo com as provas realizadas por Dão Margulis a perda é ínfima.

CIE-Lab



Nenhum dos espaços de cor mencionados neste artigo consegue reproduzir todas as cores existentes no espectro visível, porém o CIE-Lab é o que chega mais próximo disso. Também é o principal espaço de cor puramente matemático e, portanto independente de dispositivos.
Fruto de pesquisas da Comissão Internacional em Iluminação (Commission Internationale dEclairage, daí o CIE da sigla), este espaço de cor trabalha com três canais diferentes. O canal L (que varia de 0-preto a 100-branco), que guarda as informações de luminosidade de uma cena, e os canais a e b comportam a informação de cor. Em a, valores positivos indicam magenta e negativos verde, enquanto em b, valores positivos indicam azul e negativos amarelo.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

miAs cUrIoSiDaDeS(tEoRiA CrOmAtIca)

A teoria tricromática

O olho humano possui dois tipos de células sensíveis à luz: os bastonetes e os cones. Os bastonetes têm a função de formar a imagem com precisão e trabalhar com diferentes intensidades de luz. Os cones são as células cromáticas, que possuem sensibilidades diferentes para diversos comprimentos de onda da luz. São eles, portanto, que nos permitem distinguir as cores.
Thomas Young propôs uma teoria simples baseada na existência de três tipos de cores primárias. James Clerk Maxwell e Herman von Helmholtz estudaram profundamente esta questão da visão em cores. Maxwell realizou importantes experimentos relativamente à sensibilidade das células cromáticas. Esta teoria é até hoje uma base para a compreensão da visão colorida, embora não leve em conta determinados aspectos sutis da visão, tanto no que se refere ao funcionamento das células cromáticas quanto ao processamento da informação sobre as cores no cérebro humano.
De qualquer forma, grande parte dos fenômenos cromáticos podem ser compreendidos de forma bastante adequada com a teoria simples de Maxwell. Podemos considerar, de acordo com esta teoria, que os três cones existentes na retina são sensíveis respectivamente ao vermelho (red), ao verde (green) e ao azul (blue), que designaremos pelas iniciais em inglês R, G e B. Estas são as chamadas cores primárias de luz.
Todas as cores que podem ser vistas pelo olho humano são então uma combinação de R, G e B em diferentes proporções. Podemos quantificar estas proporções de 0 a 100% de acordo com a intensidade de cada uma das três cores primárias. O valor 100% correponde à máxima intensidade luminosa daquela cor numa dada circunstância.

MaIs cUrIoSiDaDes!!!!!(aS LeIs dE GRASSMAN)

As 4 Leis de Grassman

Lei 1: Qualquer cor X é a soma de três cores primarias A, B e C em quantidades a, b e c, ou seja, X=aA+bB+cC
Lei2: Dadas duas cores X e Y, tais que X=a1A+b1B+c1C e Y=a2A+b2B+c2C, posso conhecer a mistura:
X+Y=(a1+a2)A+(b1+b2)B+(c1+c2)C
Lei 3: Dada uma cor X=aA+bB+cC, então a cor n x X=(n x a)A+(n x b)B+(n x c)C em que n é um numero
Lei 4: Dada uma cor X=aA+bB+cC então a luminosidade total da cor (em unidades fotométricas) será Lx=a+b+c

domingo, 14 de novembro de 2010

AnAtoMiNA Do oLhO(PuPiLa, cRiStALIno,ReTiNA,IrIs, SiStEmA lAcRiMaL)

           
<> <><>
O cristalino:
 é uma lente gelatinosa, elástica e convergente que focaliza a luz que entra no olho, formando imagens na retina. A distância focal do cristalino é modificada por movimentos de um anel de músculos, os músculos ciliares, permitindo ajustar a visão para objetos próximos ou distantes. Isso tem o nome de acomodação do olho à distância do objeto.  A convergência correta do cristalino faz com que a imagem de um objeto, formada na retina, fique nítida e bem definida. Se for maior ou menor que a necessária, a imagem fica fora de foco, como se costuma dizer. A imagem é real e invertida mas isso não tem importância já que todas as imagens também são invertidas e o cérebro adapta se a isso desde o nascimento.


 
A retina:
é nela que se formam as imagens das coisas que vemos. A retina é composta de células sensíveis à luz, os cones e os bastonetes. Essas células transformam a energia luminosa das imagens em sinais nervosos que são transmitidos ao cérebro pelo nervo ótico. Normalmente, as imagens dos objetos que olhamos diretamente formam-se na região da retina bem na linha que passa pela pupila e pelo centro do cristalino, isto é, pelo eixo do globo ocular. Essa região, chamada de fóvea, é rica de cones, que são as células mais sensíveis à visão das cores. No resto da retina praticamente só encontramos bastonetes que são menos sensíveis às cores mas são mais sensíveis à baixa intensidade de luz. Na semi-obscuridade são os bastonetes que se encarregam de nossa visão: por isso se diz que à noite todos os gatos são pardos.





A Iris:
Na porção anterior dos nossos olhos, existe uma camada chamada córnea, que é semelhante ao vidro de um relógio. Podemos ver bem a nossa córnea, olhando os olhos de alguém de perfil: é uma "casquinha" transparente e funciona como uma lente. Atrás da córnea temos a íris, que é o colorido dos olhos. No centro da íris, temos uma abertura chamada pupila, conhecida como "menina dos olhos" que aumenta ou diminui seu tamanho de acordo com a luminosidade do ambiente, regulando assim, a entrada de luz no olho, como faz o diafragma na máquina fotográfica

 A pupila:
A pupila também é chamada popularmente de "menina do olho". Ela regula a entrada de luz no olho; contraindo-se em ambientes iluminados e aumentando (dilatando) no escuro.





Sistema lacrimal:
A lágrima é produzida pelas glândulas lacrimais, nas pálpebras superiores. O escoamento da lágrima ocorre para o nariz, através do sistema de drenagem da lágrima. O sistema de drenagem se inicia nos pontos
O olho humano é uma esfera com cerca de 2,5 cm de diâmetro e 7 g de peso. É constituído pela Íris e pela retina, no entanto a retina é a parte fundamental que permite a sensação das cores. Como é de salientar, a luz tem uma interferência directa na forma como vemos as coisas e obviamente as suas cores.
No olho humano, a luz atravessa, em primeiro lugar, a córnea, passa pela íris, que é a responsável por regular a quantidade de luz que está a ser recebida, através da pupila (conhecida como menina dos olhos). Seguidamente é focada pelo cristalino e projectada na retina. Esta última, por sua vez, é composta pelos Bastonetes (visão escotópica) e pelos cones (visão fotópica). Tanto os cones como os bastonetes estão  distribuídos de forma diferente pela retina.
Os cones e os bastonetes, não são mais do que as células fotorreceptoras, que compõem a retina, sendo que as primeiras são as responsáveis pela visão das cores, nomeadamente do azul, vermelho e verde.
O que acontece é que existem grupos de cones que apenas distinguem o azul, outros o vermelho e outros o verde, e é através da interacção entre estes diferentes grupos de cones que, o ser humano consegue distinguir toda a vasta série de cores que, ao nossos olhos, existem.
De salientar que, a falta de um destes grupos de cones leva à tão conhecida doença de Daltonismo.
Os bastonetes não conseguem distinguir as cores e como requerem pouca luminosidade, têm maior acção à noite

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Medir a qualidade da luz permite-nos uma perfeita reprodução cromática que é possível aplicar a todas as fontes de iluminação. Costumamos falar de luz fria
( quando o predomínio é dos azuis e dos verdes) ou de luzes cálidas (predomínio de vermelhos). Do ponto de vista técnico a tonalidade da luz que irradia as fontes de iluminação se conhece pela sua temperatura de cor.
A cor que percebemos depende da temperatura de cor das fontes de iluminação que iluminam a cena observada. Quanto mais elevada é a temperatura de cor de uma luz, maior percentagem de azuis terá. As luzes de baixa temperatura, pelo contrário terão uma alta percentagem de radiações vermelhas.
As modernas câmaras electrónicas estão desenhadas para que esta saída cromática ao trabalhar com diversas luzes seja equilibrada, controlada electronicamente (White balance)
Normalmente utilizamos variadas fontes capaces de produzir luz. A listagem seguinte corresponde as que se utilizam com regularidade nos trabalhos de vídeo e televisão
Luz de um dia nublado 6.000/7000 ºK
Luz de um dia com o céu limpo 5.500 º K
Luz incandescente de halógeneo 3200 ºK
Luz incandescente doméstica 2000 ºK